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Inverno, a melhor época para fazer um peeling

O inverno é a melhor época para fazer tratamentos de renovação celular, como os peelings químicos. Eles são um tipo de procedimento capaz de corrigir marcas, manchas e muitas das alterações decorrentes do envelhecimento. Além disso, melhoram a aparência e a qualidade da pele.

Com a ausência do sol forte durante a estação fria do ano, fica mais fácil clarear essas manchas e reduzir pequenas imperfeições que, muitas vezes, são adquiridas no verão, pelo excesso de exposição à luz solar.

O peeling á antigo. Há relatos que remetem à Antiguidade, quando Cleópatra se banhava com leite azedo (ácido lático). As mulheres da Idade Média usavam vinho azedo (ácido tartárico) para promover uma pele limpa, acetinada e rosada. Mas somente a partir do fim de 1800 é que os peelings chegaram à Medicina – e os dermatologistas passaram a usá-los de forma científica para o tratamento da pele, com substâncias como o ácido salicílico, o resorcinol e o ácido tricloroacético (ATA).

Hoje eles estão divididos em peelings químicos superficiais, médios e profundos, de acordo com o nível que atingem na espessura da pele. Isso determina uma menor ou maior renovação da derme. Saiba como são, para que servem e qual o melhor para o seu caso.

PEELINGS QUÍMICOS SUPERFICIAIS
São os que determinam uma aplicação sucessiva que pode variar de 7 dias a 1 mês; não necessitam de nenhum tipo de anestesia; as complicações médicas são raras e têm indicação nas peles com acne, alguns tipos de manchas leves e envelhecimento discretíssimo, que pode ocorrer já a partir dos 30 anos de idade. As substâncias envolvidas mais comuns são ATA, ácido salicílico, ácido retinoico e ácido glicólico.

Durante a aplicação, no consultório dermatológico, pode haver um leve ardor tolerável e discreta vermelhidão, dependendo da substância em questão. Nos 3 a 4 dias subsequentes, uma descamação aceitável, corrigida com hidratantes e o uso imperativo do filtro solar, elemento obrigatório na recuperação de todos os tipos de peeling. Novidade nessa área, principalmente para quem quer eliminar manchas e rejuvenescer, é o método Melanin Care: consiste no uso de dois tipos de cremes despigmentantes de uso diário pelo paciente em casa, associados à realização de 4 a 5 peelings, semanais. Não esquecendo da manutenção dos resultados, obtida com a não-exposição solar e o uso correto de filtros solares.

PEELINGS QUÍMICOS MÉDIOS
De aplicação semestral, podem necessitar algum tipo de anestesia, dependendo da tolerabilidade à dor de cada um – desde um creme anestésico, passado de 30 minutos a 1 hora antes da sessão, até sedação leve ou bloqueio anestésico da área a ser tratada. As complicações do método são também raras, mas pode haver um aumento mais pronunciado das manchas ou vermelhidão prolongada da pele. Dermes que apresentam envelhecimento mais pronunciado, com sardas e manchas, se beneficiam muito desse tipo de peeling. As substâncias envolvidas são ATA (uma versão mais potente do que a usada nos peelings superficiais), isto é, sem cobrir com nenhum tipo de curativo a região tratada com essa substância. A recuperação da pele, nesses casos, se dá, em média, em 10 dias, pois existe a formação de uma crosta de aspecto amarronzado, que se destacará nesse período e dará lugar a uma pele avermelhada, que paulatinamente retornará, em um mês, ao seu estado natural.

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Com essas dicas você já está apto(a) a entender o que seu médico dermatologista terá a lhe oferecer como tratamento de pele e peeling químico neste inverno – momento ideal, pois os dias mais frios garantem uma recuperação mais rápida, com menos riscos de surgirem manchas e inchaço.

Mas, atenção: somente o médico dermatologista, profissional em quem você deposita total confiança, pode ser o responsável pela melhor indicação e realização do seu tratamento.

Fonte: Profa. Dra. Ana Cristina Fasanella, cirurgiã dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e do Grupo Brasileiro de Melanoma

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